quinta-feira, 3 de julho de 2014

Insônia

Insônia

Dorme sono mal dormido!
Por acaso esqueceste de olhar
Os lentos ponteiros do relógio!?

Ou será que onde vives ainda
Brilham os odiosos raios de sol!?

Pois já é hora sombria e
Nem sinal de vossa senhoria.

Os pensamentos me assustam
Em transbordar desesperado.

E, se não morro triste e agonizado,
Sei que morro de ficar acordado.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Redenção

Redenção

Atormentado vivo sempre atrás de um vidro,
E ao tentar caminhar me deparo comigo.

Reflexo quadrado de formas redondas,
Interpreto minhas linhas como sendo sombras.

As luzem que vejo sem rumo ou destino,
Coladas no teto me indicam caminho.

Perplexo me encanto e começo a subir,
E aos poucos meus dedos se põe a sumir.

Pois a cada passo que dou,
Menos sombra e mais luz sou.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Sobre a morte

Molhado

Mergulho profundo
E em mim me afundo
Sem nunca encontrar
Sem nunca entender
Se é possível viver
Para te esquecer

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Fechado

Fechado

A mente é arte
A arte é gente
E só se sente contente
Quem com fúria patente
Entende que para ser feliz
Só basta “agente”
Por isso
Tente.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Sentidos

Desordem

A mente é o lugar
Onde todos
Os sentidos fazem sentido.

É lá que todos
Os sentimentos afloram,
São e deixam de estar.

Um carro
Forte
A prova de intrometidos.

O paraíso
Quando se quer
Amar.

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Ordem

A mente é o lugar Forte,
Um carro A prova de Intrometidos,
O paraíso Onde todos São e deixam de estar.

É lá que todos Os sentimentos afloram.
Quando se quer Amar,
Os sentidos fazem sentido.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Fissura

Fissura

Só o tempo perfura
a secura
da alma escura.

O coração mole
de tanto bater
vira pedra dura.

Sendo um novo amor,
talvez,
a única cura.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Do seu lado

Do seu lado

Primeiro o desejo,
Impulso constante que não satisfaz.
Depois os gracejos,
Esperanças incertas do que haverá.
Então o cortejo,
Conversas, promessas, do que um dia será.
Buscando seus beijos,
Mergulho suave, paixão costumaz.

domingo, 18 de maio de 2014

Dores de poeta

Intrépido

O que seria de um poeta sem as dores? Poderia ele subsistir sem a lenta e inexprimível escuridão que guarda no peito? Seria ele capaz de dedicar tanto tempo a explorar os recantos da alma caso houvesse plenitude? Ora, sem dor não há poema, sem escuro não há luz. Um poema hoje lido nada tem daquele escrito. E, desta forma, transpõe-se as ondas desta imensidão chamada vida. Cada vez mais longe do destino e mais perto do abismo.  E o poeta? Ali, ali está o poeta ao mar observar. Intrépido.

Você sabe

Você sabe

Meus amores são platônicos,
Meus desejos são lacônicos.
Se poesia é rima,
Rimo as minhas com as tuas,
Teus cabelos com os meus.

Os olhos que me perseguem,
São os mesmos que desejo.
O sorriso que me assombra,
É o que lembro quando deito.

Poderei eu escapar desta prisão de desejo?

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Ópio



Ópio

Preso em escuridão, sufocado na alma
Espinho na carne.
Escravo de si, sem meia vontade
Estrangula e mata.
Torpes gracejos, encantam e acalmam
Inercia e trapaça.
Calabouço escuro, janela trancada
Mentiras lavadas.

Casa de espelhos sussurram vitória,
Limbo eterno de luzes caladas.




Obs:. Esse poema trata da eterna luta dos seres humanos com os diversos vícios e trejeitos arraigados.

domingo, 11 de maio de 2014

Militância platonista


Militância platonista

Ah se eu pudesse ser quem um dia jamais fui!
Se com outros olhares pudesse me enxergar,
Com outros pensamentos me entender.

Ah se eu pudesse imiscuir-me em ti!
Conhecer-te como só tu conheces.
Quem sabe, quem sabe pudesse ser o que desejas

Ah se eu pudesse viver tudo que vives!
Observar o que observas, contemplar o que contemplas.
Quem sabe, quem sabe eu não tivesse esses teus olhos cor de mel

Ah se eu pudesse ser réu de todas as tuas sentenças!
Advogado de todas as tuas causas.
Quem sabe, quem sabe não descobriria porque ainda não me amas.

Mas enquanto espero... vivo.
Vivo sem nunca ter te visto, nunca te entendido
Vivo no suspense de um dia te conhecer. 


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Sobre escrever



Nada

Poemas, dilemas, problemas.
A arte de escrever é como o silêncio que precede o esporro.
Escuridão e quietude. Depois  impulso,
Depois instinto, depois tudo.



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